sexta-feira, 1 de abril de 2016

Ouve Mercedes, exalta Yupanqui e Noel, mas age como o Lobão: A Confusão Nativista!



Olá, caros leitores

Como sabemos, a formação de parcerias é fundamental para a efetivação de um projeto. Ter ao lado pessoas as quais se possa dialogar e construir é fundamental. O mundo contemporâneo tem percebido o quanto o trabalho colaborativo além de prazeroso é um caminho facilitador para chegarmos em nossos objetivos, e aqui não poderia ser diferente.

Assim, anuncio e apresento a historiadora Aline Porto, que estará comigo na produção de conteúdo desta nova fase. Aline pesquisa desde a graduação o escritor pelotense João Simões Lopes Neto. Em sua graduação pesquisou sobre a recepção dos Contos Gauchescos, e no mestrado iniciou a pesquisa que visa tratar ele como um intelectual de seu tempo e não somente como um escritor regionalista. Atualmente, Aline cursa doutorado em História das Sociedades Ibéricas e Americanas do PPGH da PUCRS de Porto Alegre, e desenvolve pesquisas acerca das ideias cívicas e pedagógicas explicitadas por João Simões Lopes Neto em suas Conferências Cívicas de 1904 e 1906, visando desenvolver a tese de que o autor percebia as regiões brasileiras como parte integrante do grande caleidoscópio que é o Brasil, diferente das interpretações separatistas que vemos no decorrer da história.

Na estreia de Aline Porto no Gauchismo Líquido neste 1° de abril, exatamente 52 anos após o golpe militar de 1964, o assunto não poderia ser outro se não: política. Fazemos política todo o tempo, através da arte, do pensar, do vestir, dos modos de agir. Todo o tempo! É  a forma com que nos relacionamos, nos conectamos e fazemos trocas com o mundo. E sobre esses atos políticos, por vezes contraditórios, é que Aline discorre neste primeiro texto, elucidando a partir dos casos de construção de discursos e performances de músicos do segmento nativista.

Então, com vocês:

Ouve Mercedes, exalta Yupanqui e Noel, mas age como o Lobão:   A Confusão Nativista!


Aline Porto
(historiadora)





O mundo está bastante confuso, todos estamos bastante confusos.  Acompanhamos em uma velocidade recorde as mutações, nem sempre boas, que ocorrem pelo mundo a fora. As distâncias se encurtaram e a informação e o conhecimento estão ao alcance das mãos, mas nem sempre conseguimos ver com clareza e discernimento o que chega até nós.

         O Brasil vive um período crítico de sua história, de ânimos exaltados, onde todos têm razão e falam, contudo, ninguém se escuta, não há diálogo. Virou uma espécie de “nós” X “eles”, de GRENAL. Pelo país todo surgem movimentos das mais diversas ideologias, incluindo ideias que pensávamos já estarem no passado como o fascismo, o ódio racial, de gênero e de classe social, uma espécie de “caça às bruxas feministas” e também “a ameaça vermelha” ou “o medo comunista”! Enquanto historiadora, vejo que as transformações são muitas, os avanços são muitos, mas as permanências nos alertam para grandes sintomas do que chamam alguns intelectuais de Crise da Democracia que se alastra pelo mundo, não somente no Brasil. A democracia dá liberdades e direitos e por meio destes se manifestam, por vezes, ideias assustadoras!

Por isso, fico estarrecida ao ver artistas nativistas de grande nome e prestígio pelo público postarem em suas redes sociais ideias conservadoras, autoritárias e antidemocráticas! Como eu disse, é um momento de ânimos exaltados, devemos ter prudência para não os inflamá-los ainda mais. Contudo, me parece pouco coerente uma pessoa que exalta e ouve Noel Guarany – que cantou em plena ditadura militar “com os milicos na porta” como disse o próprio Noel – cantar os seguintes versos:

[...] Bebe horizonte nos olhos
Empurra a terra pra trás
Já vai bem longe a figura
Mostra o caminho tenaz
Da humanidade sofrida
Que luta em busca da paz
[...] Não se prende a preconceitos
Nem mata a sede com farsas
Leva um destino no peito.
Vai...Potro sem dono
Vai...Livre como eu

       Igualmente, essa mesma pessoa posta em sua rede social um vídeo da Sra. Rachel Sheherazade, conhecidíssima por disseminar o ódio, o autoritarismo e preconceitos dos mais repugnantes. Não consigo crer que uma pessoa que ouça Mercedes Sosa, cuja história nos mostra que passou a sua vida inteira cantando a América Latina, cantando a pobreza e o descaso em que nos encontramos pelas frequentes explorações sofridas desde os “descobrimentos”. Mercedes que imortalizou a canção de outro grande ídolo nativista, Atahualpa Yupanqui, a belíssima canção Los Hermanos que contêm os seguintes versos:


Y así, seguimos andando
Curtidos de soledad
Y en nosotros nuestros muertos
Pa que nadie quede atrás
Yo tengo tantos hermanos
Que no los puedo contar
Y una novia muy hermosa
Que se llama ¡libertad!

       Diante desses fatos, só consigo pensar que estamos vendo uma confusão intelectual e ideológica desses artistas. Como um artista que canta essas músicas, grava em seus discos outros clássicos libertários do folclore (veja El cosechero, por exemplo) e ao mesmo tempo em suas redes sociais profere ideias bizarras e abomináveis? Penso que, se esses senhores citados e Mercedes Sosa fossem vivos e presenciassem isso, ficariam, assim como eu, estarrecidos!

         Pois, os cantos de amor à terra, ou nativistas, assim como o folclore, geralmente cantam as pessoas mais humildes que não possuíam voz, mas que aos poucos estão ganhando, tenhamos fé nisso! São cantos de liberdade, de igualdade, de direitos fundamentais como a cidadania. Não são cantos discriminatórios ou de uma pequena elite revoltada com os avanços sociais. Sejamos equilibrados, sejamos coerentes, somente em uma democracia se é possível investigar, julgar e punir! Em um estado de exceção ou nem se julga ou só se pune.
       

       Por isso, devemos honrar aos artistas que dedicaram as suas vidas a cantar o amor, a paz, a liberdade e os direitos fundamentais. Como Mercedes Sosa, Atahualpa Yupanqui, Victor Jara (esse, de fato, foi morto pela ditadura chilena cantando a liberdade e os direitos fundamentais), Violeta Parra, Noel Guarany e outros. Devemos honrar as centenas de pessoas que foram presas, torturadas, mortas, ou que simplesmente desapareceram, para que nós hoje pudéssemos viver em um estado democrático de direito. Para que nós hoje pudéssemos dar a nossa opinião, dialogar, progredir. Contudo, ouvir esses ícones e agir como o Lobão, que incita o ódio, a ignorância e exalta aquela senhora que se diz jornalista, é uma confusão sem precedentes, para não dizer uma incoerência.
       

            Então eu peço, caros artistas nativistas, vocês assim como os demais artistas e pessoas das mais diversas áreas do conhecimento, são seres políticos (isso não quer dizer que tenham partido político, embora, sabemos que muitos têm e, inclusive, pretendem se candidatar em 2018). Vocês são formadores de opinião, suas ideias incitam seus fãs. Sugiro que reflitam sobre a coerência do que vocês cantam com as atitudes que vocês expressam em suas redes sociais. Essa confusão do nativismo pode apresentar resultados, no mínimo, nocivos!

24 comentários:

  1. Todo artista tem uma relação muito grande com sua obra, muito mais esses do "Cancionero Novo" do folklore argentino, então, como não se deram conta disto? Ahhh e nem falar do lado Uruguaio de Don Alfredo, ou Los Olimareños... Bem lembrado neste artigo Aline, devemos recobrar a coerência, senão..... Parabéns, abraço!

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  2. Parabéns pela reflexão extremamente lúcida! Como músico,"artivista" e livre pesquisador da cultura afro e indígena gaúcha, penso que estas pessoas que te referes no texto, caíram numa armadilha muuuuito bem armada, mas não só eles, muitos daqueles aos quais depositamos nossa confiança elegendo-os democraticamente nas eleições também caíram. E os meios de comunicação de massa são a melhor isca para atrair estas presas, que também podemos chamar de "massa de manobra", "inocentes úteis", "bois de canga"ou seja lá o que for. Não ha como negar que é um plano muito bem arquitetado e que tem como principal objetivo o bloqueio da mente crítica, do bom senso e do discernimento humano, com frases e posturas de personagens capazes de distorcer fatos e manipular o vivente, que por sua vez não consegue acesso a dados muito importantes do seu "HD", pois já foram "chipados", haja visto que a maioria só repete frases prontas, não possuem informações corretas sobre a realidade política, tampouco lhes importa como vivem seus semelhantes que passavam fome, foram totalmente contaminados pelo vírus do ódio. Nossos colegas músicos, compositores, interpretes são apenas peões neste tabuleiro de xadrês, não deveriam ser, mas são...perderam o fio da meada. "Onde há cultura, há paz, onda há paz, há cultura"

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  3. Parabéns Gringa, que lucidez e clareza ao expressar de forma clara e sem rodeios. Como o canto que exalta a simplicidade dos supra citados. Me paro por vezes estarrecido também com a degladiação atual nas redes sociais, a incitação ao ódio acima dos argumentos daqueles que tenho plena certeza que sabem da sua grandeza dentro do cenário e, portanto no mínimo deveriam se manter mais responsáveis.
    Parabéns gurias pelo levante em momento tão oportuno, sinto-me orgulhoso de poder considerar vocês parte do seleto grupo de amigos onde se discute, se trocam idéias e nos permitimos crescer com a opinião alheia.
    Romulo Furtado

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    1. Incitação ao ódio? Incitação ao ódio só de um dos lados??? Cobrando mais responsabilidade daqueles que sabem da sua grandeza dentro do cenário? E onde a cobrança àqueles que andam incitando o ódio e a violência explícita contra os que se atreverem a contestar os escandalosos esquemas de corrupção destinados a locupletar as suas burras e se perpetuarem no delicioso poder?

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  5. Apesar de ter postado já alguma coisa, tentando somar com a opinião dos colegas, me parece que a trama aqui está na dissociação da função estética com a ideológica. É isso que talvez aparece em opiniões e menções controversas sobre os artistas engajados como Mercedes, Atahualpa, Noel,Zitarrosa, Cafrune etc. Creio que não existe inocência de parte de ninguém neste assunto, nem dos que usam estes repertórios nem dos que o ouvem, simplesmente separam, e ai que reside o erro a meu ver, a função estética, o belo desses discursos, do lado ideológico e político. É possível fazer isto? Sim, creio que não há problema, mas o efeito e a completude da obra se dá de forma diferente em aspectos interpretativos e de entendimento da obra de arte em si. O que seria recuperar a coerência? Usar esses dois aspectos, o estético e o ideológico para uma função só: completar a obra no sentido que o compositor e interprete queriam dizer na sua originalidade. Hoje há um montão de gêneros musicais que envolvem pela sua rítmica, pelo apelo melódico, mas que por trás tem um discurso como espinha dorsal para completar o sentido da obra. Me parece que não há, como neste caso, música sem contexto.É disto que estamos tratando.
    Voltando ao tema gaúcho, e para dar um exemplo sobre o erro de separar estética de ideologia, seria como ler o Martin Fierro achando bonitas as rimas e a estrutura do poema sem pensar no sentido que Hernandez deu no conteúdo na forma ideológica. Por isso me parece que ao usar alguns repertórios, artistas e compositores como os que mencionamos acima corremos estes riscos de tornar eles em discursos vazios ao produzir estes desmembramentos.
    Além disso, concordo que podemos fazer o uso deles livremente, mas deveríamos ter consciência mínima do que estas obras representam. Abraços!

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  7. Muito bom o texto, mas apenas para constar:
    Com Mercedez, com folclore, com nativismo ou sem isso tudo, não faz a menor diferença! Calma! Nesse contexto não podemos esquecer do gosto e desenvolvimento musical das pessoas.
    Continuo sendo gaúcho, não amo essa terra e nenhuma outra terra do mundo, apenas estou aqui de passagem nesta vida. Sou uma pessoa honesta, luto pelos meus direitos e pelos direitos de outras pessoas, trabalho, pago os tributos cabíveis e ajudo as pessoas necessitadas.
    Essa parte cultural gaúcha pode não tem o menor sentido para grande parte da sociedade pois não significa que as pessoas excluídas, pobres ou qualquer outro tipo de carência social devam seguir uma estética cultural feita por um grupo de pessoas que escolheu e acha "bonitinho" agir assim.
    E então como fica essa situação? O mesmo entendimento vale também, para qualquer manifestação folclórica e cultural do Brasil e do mundo!
    Uma outra confusão que percebo na sociedade gaúcha entre os nativistas/tradicionalistas no que tange as questões culturais é o fato de uma "cobrança silenciosa" de que todo gaúcho deve ser assim ou assado.
    É como se refere aquela canção: "Que pampa é essa que eu recebo agora com a missão (cobrança) de cultivar raízes....... Como assim "missão" de ser igual ao passado apenas por ter nascido no RS?
    Ou seja, essa "missão/representação" foi inventada para satisfazer algumas pessoas que achavam legal agir assim, mas que muitas vezes não respeitam a história e o desenvolvimento dos outros gaúchos.....

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  8. A ligação emocional e estética a uma ARTE é muito mais fundamentada na IMAGEM que ela REPRODUZ do consumidor do que a VERDADE oculta em suas grafias. A velha necessidade de ser aceito e aplaudido faz com que pessoas MISTUREM o que PENSAM com o que GOSTAM. MAs também esses artistas querem se conectar a um tipo de público INDIGNADO com a situação atual, porém se aliam a OPINIÕES RASAS e PRONTAS, quando na verdade deveriam fazer pesquisas e reflexões antes de se manifestarem, porque mal ou bem teem uma IMAGEM e representam ALGO para ALGUÉM. Assim como quando a XUXA resolveu ter um filho de produção independente, ela e outras mulheres teem esse direito, mas a IMAGEM XUXA fazer uma PUBLICIDADE disso e disparar uma campanha midiática para estimular essa prática já é errado.

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  10. Texto TOTALMENTE TENDENCIOSO, me admiro na sua apresentação como "historiadora" fazer algumas afirmações até ignorantes de certa forma. Me pergunto se teve sua formação intelectual exclusivamente pautada nos livros do MEC, pois perdeu o tato com a realidade, e hoje, quase indaga o inquestionável: Cada pessoa tem sua liberdade de escutar o que bem quiser, e ainda assim, militar politicamente em outra área, imputar algo em desencontro disso é uma total DEMONSTRAÇÃO DE TOTALITARISMO.

    Aqui é o Rio Grande do Sul, não é Cuba, nem Venezuela, aqui ouvimos e tocamos o que queremos, e ao mesmo tempo, podemos chamar Cunha, Lula, Dilma, Aécio, Yousseff, e qualquer outro de ladrão.

    Raquel Sherazade é uma exímia jornalista, talvez, pela tua clara posição política, te isentas de buscar a verdade e exprimi-la como tal em teu trabalho, algo realmente indecoroso vindo de uma historiadora. À minha visão de tudo, estás totalmente apta a trabalhar na "Comissão Nacional da Verdade".

    No mais, aos meus colegas músicos, voz digo: Cante Ramon, toque Mercedes, tenha uma vida profissional como a de Lobão, e viva com a dignidade de um bom brasileiro, a arte não cega, a arte abre o coração e a visão para o mundo.

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    1. Boa! Finalmente alguém coerente

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    2. Finalmente a luz, Nataniel Kegles! A autora só enxerga o seu lado. Seus exemplos só citam o lado oposto. E o pessoal que vive "defendendo a liberdade" e prega a violência, o exército da foice (do MST) que quer ver a continuidade do escandaloso status implantado pela esquerda? Onde a coerência? É inútil cobrar coerência dessa gente da "comissão nacional da mentira"...

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  11. Eu estava realmente me questionando sobre isso ontem e discutindo com amigos. Esse texto veio muito a calhar. Parabéns, Clarissa.

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  12. Porque son canpanas de palo
    Las razones de los pobres
    Jose Hernandez

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  13. Esse texto, pra mim, é lobo em pele de cordeiro, ditadura por ditadura, perdeu a do proletariado, venceu a militar. Outra...a própria Mercedes gravou pela Sony, ganhou Grammy, e se formos por aí vamos ter que repassar a origem do que compramos, comemos, vestimos, marca. Dos instrumentos que tocamos, telefones que usamos, computadores,tecnologias etc,até as ditaduras externas tem marca e preço hj em dia...contra a hipocresia fica difícil.

    https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=673982066074200&id=100003872396355

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    1. Muito bom, Roberto Borges! Parabéns! Mais um UFA!

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  14. Esse texto, pra mim, é lobo em pele de cordeiro, ditadura por ditadura, perdeu a do proletariado, venceu a militar. Outra...a própria Mercedes gravou pela Sony, ganhou Grammy, e se formos por aí vamos ter que repassar a origem do que compramos, comemos, vestimos, marca. Dos instrumentos que tocamos, telefones que usamos, computadores,tecnologias etc,até as ditaduras externas tem marca e preço hj em dia...contra a hipocresia fica difícil.

    https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=673982066074200&id=100003872396355

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  15. Texto ridículo. Na cabeça da militante psolista disfarçada de historiadora, todo o gaúcho deveria ser de esquerda pois escuta Mercedes Sosa... todos os outros grandes 'argumentos' vão nessa linha. Olha, o número de pessoas de esquerda que conheço as quais se deliciam lendo Nelson Rodrigues. Vargas Llosa e Dostoiévski é impressionante, mas não consta que nenhum se ache contraditório por gostar desses autores reacionários.

    Quanto ao texto em si, é mais do mesmo. A começar pelos velhos jargões esquerdistas como 'discurso de ódio' (falar aquilo que a esquerda odeia ouvir) e 'ameaça vermelha' (o fato da América Latina inteira ser presidida por presidentes de esquerda associados ao Foro de São Paulo é mero detalhe).

    Obviamente, não poderia faltar o xingamento-padrão de 'fascista', que a 'historiadora' emprega despudoradamente. Segundo Mussolini, a definição de fascismo é "tudo no Estado, tudo pelo Estado, nada fora do Estado". Se você é contra isso, se defende o Estado Mínimo, a falta de intervenção do governo na sua vida privada, o império da livre iniciativa e valores anti-estatistas por natureza, como família e religião, então, segundo a esquerda, você é que é o fascista. Chegamos ao incrível nível de que ser antifascista é prova inequívoca de ser fascista.

    Por fim, destaco a indignação da autora quanto a quem se coloca contra os movimentos feministas. Obviamente, o feminismo, para a 'historiadora', está acima de qualquer contestação. Só pode ser defendido, jamais questionado ou criticado. Quem não concorda com isso, obviamente, é antidemocrático e fascista.

    Não há muito mais a dizer sobre o texto.

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  16. Parabéns. Debate válido à quem se propõe a debater. Obviamente ninguém pode ser obrigado a ser coerente.

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